
Se aderiu ao "Facebook" e não quer ser internado (ou fazer tratamento ambulatório, que é sempre uma maçada), basta-lhe aderir ao movimento «We're quitting Facebook». Hoje mesmo.
Blogue da Biblioteca da Escola Secundária de Vila Verde
Sim, os tempos são outros: não só as belas donzelas, não apenas os jovens guerreiros usufruem da alegria e do esplendor do mês de Maio. Ainda bem para nós, que vivemos em tempos menos verdes mas mais longevos. Apreciemos, pois, a perfeita harmonia quando ela nos é oferecida.
(Daniel Sampaio, in Pública de 2 de Maio)
Ontem, à hora do almoço, vi um "Ecothriller" na televisão.
Era uma emissão do programa "Biosfera" que passa, descobri agora, ao Domingo na RTP2. Fiquei colada à televisão. Tratava-se do processo de urbanização dos terrenos próximos do rio em Rio Tinto. Trata-se de uma tragédia anunciada, mas à qual ninguém dará atenção até acontecer. O paralelo com a Madeira é evidente, mas isso não interessa nada.
Aliás, o Pedro Brandão disse-me que o vídeo que circulou na Net - a posteriori, claro - onde se chamava a atenção para os desmandos urbanísticos perpetrados na ilha, era um programa "Biosfera". Que não adiantou nada.
Morreram doze mineiros na Sibéria e logo me lembrei de um vídeo que me "revelaram" há dias. O vídeo revelou-me uma letra e uma música muito comoventes, fotografias que retratam a vida dura dos mineiros e, ainda, o meu próprio carácter algo deslumbrado.
Eu explico: há tempos escrevi aqui um texto acerca de um filme ("Os virtuosos") onde se falava da desactivação de minas inglesas. O filme é de facto interessante, mas nada se compara à vida real de mineiros reais no país real.
Aproveito para me redimir.
Hoje consultei o site da escola com mais tempo do que o habitual (não tive reuniões...) e deparei com um blogue que - e não exagero - me encantou. Lamento não ter falado dele há mais tempo e aproveito para me retractar acerca de um texto que escrevi esta semana. Com efeito, o associativismo (embora estejamos a falar de um grupo diminuto) "mexe" nesta escola. Eu é que andava demasiado ocupada...
Que me desculpem os "Mescla". E que continuem a fazer escola.
«— Então, Cohen, diga-nos você, conte-nos cá... O empréstimo faz-se ou não se faz?
E acirrou a curiosidade, dizendo para os lados que aquela questão do empréstimo era grave. Uma operação tremenda, um verdadeiro episódio histórico!...
O Cohen colocou uma pitada de sal à beira do prato, e respondeu, com autoridade, que o empréstimo tinha de se realizar absolutamente. Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. A única ocupação mesmo dos ministérios era esta —cobrar o imposto e fazer o empréstimo. E assim se havia de continuar... Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o país ia alegremente e lindamente para a bancarrota.
— Num galopezinho muito seguro e muito a direito — disse o Cohen, sorrindo. — Ah! sobre isso, ninguém tem ilusões, meu caro senhor. Nem os próprios ministros da Fazenda!... A bancarrota é inevitável; é como quem faz uma soma...»