Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Cuidado, muito cuidado
Não se preocupam com os meios
Tem cuidado com aquele que diz representar
a voz de muitos.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que diz que fala
apenas em seu nome.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que se limita a consentir
com a cabeça.
Amanhã o consentimento pode afectar-te a ti.
Tem cuidado com aqueles que só querem viver
a sua vida em paz.
Não se preocupam com os meios.»
Claes Andersson in http://arspoetica-lp.blogspot.com/
Tem cuidado com aquele que diz representar
a voz de muitos.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que diz que fala
apenas em seu nome.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que se limita a consentir
com a cabeça.
Amanhã o consentimento pode afectar-te a ti.
Tem cuidado com aqueles que só querem viver
a sua vida em paz.
Não se preocupam com os meios.»
Claes Andersson in http://arspoetica-lp.blogspot.com/
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Os nossos poemas
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
No aniversário de Charles Dickens
Charles Dickens, de quem festejamos hoje o duplo centenário, acompanhou a minha infância e juventude. Chorei baba e ranho a ler David Copperfield, Oliver Twist, Nicholas Nickleby e Grandes Esperanças. Li tardiamente Bleakhouse, mas o livro que mais apreciei foi Os cadernos do senhor Pickwick. Curiosamente, foi esse o livro escolhido por Ricardo Araújo Pereira para a colecção de humor da Tinta da China. Ainda ontem o estive a "namorar" na Centésima Página, mas era muito caro. Um destes dias requisito-o numa livraria perto de mim...

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Os nossos livros
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Comunidade de leitores
Quase me esquecia de falar das nossas iniciativas. É o costume: falta-nos a noção do marketing pessoal. E, no entanto, gostei muito da sessão zero da Comunidade de leitores. Na verdade, falámos de tudo e mais alguma coisa... até de livros. Quanto a mim, esta sessão só teve um defeito: doçaria a mais. Por este andar, o sinal de pertença à comunidade são os quilos em demasia.
Mas vamos ao que interessa: a próxima comunidade vai realizar-se no dia 17 de Fevereiro às 15h, aqui na Biblioteca. Vamos falar do conto "Lições de felicidade" de Eric-Emmanuel Schmmitt. Se for necessário, nós disponibilizamos um exemplar. Também temos o filme, mas fica para depois.
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As nossas iniciativas
Poesia, árvores, duas culturas
GENÉTICA
no coração da semente
está já desenhada a árvore futura
com seus frutos suas leves flores
até sua folha mais mínima.
no ADN do homem
estão escondidos seus sonhos
seus amores inconclusos
suas melhores derrotas
até a utopia mais infatigável.
a poesia
é essa bela rapariga
que abre a porta
um dia qualquer
ali
onde não havia porta.
(Aldo Luis Novelli)
no coração da semente
está já desenhada a árvore futura
com seus frutos suas leves flores
até sua folha mais mínima.
no ADN do homem
estão escondidos seus sonhos
seus amores inconclusos
suas melhores derrotas
até a utopia mais infatigável.
a poesia
é essa bela rapariga
que abre a porta
um dia qualquer
ali
onde não havia porta.
(Aldo Luis Novelli)
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Os nossos poemas
Justificação de falta
Na semana passada não publiquei nada neste blogue, mas por duas boas razões: a oficina de escrita tem tido cada vez mais adeptos - residentes e eventuais; e fui com os décimos G e H a Guimarães. Gostei muito da visita (uma organização by Arminda Fernandes), os alunos portaram-se bastante bem, a cidade está um mimo. Virtuosas razões, portanto.
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As nossas iniciativas
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
Brrrrrrrr
O que acontece enquanto dormimos
Gelo. Raposas. Assassinatos de coruja.
A abóbada celeste.
Camiões troando com algum lado
para chegar ao amanhecer.
Gotas de orvalho formando-se
ao longo dos fios do telégrafo.
Um cervo vermelho degustando delicadamente
cada tulipa fechada como uma oração.
Esther Morgan (encontrado em http://omelhoramigo.blogspot.com/2012/01/o-que-acontece-enquanto-dormimos.html, 18/1/2012)
Gelo. Raposas. Assassinatos de coruja.
A abóbada celeste.
Camiões troando com algum lado
para chegar ao amanhecer.
Gotas de orvalho formando-se
ao longo dos fios do telégrafo.
Um cervo vermelho degustando delicadamente
cada tulipa fechada como uma oração.
Esther Morgan (encontrado em http://omelhoramigo.blogspot.com/2012/01/o-que-acontece-enquanto-dormimos.html, 18/1/2012)
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Os nossos poemas
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Caça- tendências
Uma tendência - tão antiga como a humanidade, tão actual como as mais actuais - é preservar as árvores na sua pujança, desde que tal seja possível. E, na verdade, não se viam impedimentos ao crescimento das árvores do "post" anterior.
Ainda há dias via um episódio do programa "Des racines et des ailes" acerca dos jardins urbanos e via-se o extraordinário carinho com que o município parisiense trata os seus espaço verdes, e quão pujantes são as árvores... em Paris. O mesmo se podia dizer de Londres, e Nova Iorque, e..., e..., e...e...e...e...e...e...e...e...e...e
Nada disso em Vila Verde (ou Braga, já agora) nem dentro da nossa própria casa, que soube preservar o patronímico Vila Verde para depois deixar que entrassem aqui as ordas bárbaras e depenar as nossas árvores. Qualquer dia, chamam-nos "Escola Secundária pouco verde".
Poderá Vila Verde dar-se ao luxo de ser contra-corrente, isto é, de não se preocupar com a saúde das suas árvores? Ou estará apenas a ser atrasada, retrógrada, pouco informada?
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Com a devida vénia
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Mas como foi isto possível?!
Como foi possível admitir que, numa escola que ostenta o estandarte Eco-escolas, se fizessem podas destas?!
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As nossas embirrações
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
O "Público" na escola
Fizemos uma assinatura do jornal Público, que está doravante disponível, todos os dias, na Biblioteca. O engraçado foi o estratagema utilizado para assegurar que o jornal vinha no próprio dia: os gémeos, o Rui e o Pedro do 8ºB. Engenhoso, não?
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As nossas iniciativas
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
The Man I Love
O Cruz, o nosso radialista, pediu-me uma "play list" e, desde então, tenho andado a magicar nas músicas da minha vida - que são muitas. Esta não é a versão que ofereci ao dito cujo, mas é uma boa versão. E, como uma vez professora, sempre professora, esta canção tem a particularidade de me deixar sempre a pensar que é muito mais fácil dar aulas de Inglês do que aulas de Francês... veja-se a enorme quantidade de músicas, de fácil compreensão, ao dispor de quem quer ensinar. Monday, Tuesday, Wednesday...
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As nossas músicas
Guerrilha urbana
«Um grupo de amigos voltou a colar vários autocolantes com logótipos de empresas e do FMI nos diagramas de rede das carruagens das composições que circulam nas linhas verde, vermelha e amarela do Metro de Lisboa.
"Restauradores Repsol", "Marquês de Pombal EDP", "São Sebastião Banco BIC", "Campo Grande Zon Multimédia", "Oriente Vodafone" e "Terreiro do Paço FMI" (Fundo Monetário Internacional) são os nomes atribuídos mais uma vez pelo grupo que, há uma semana, tinha colado a primeira série de autocolantes.
“Queremos usar o diagrama como forma de protesto contra a parceria da PT na Baixa-Chiado [que alterou o nome da estação para Baixa-Chiado PT Bluestation em Setembro de 2011, ao abrigo de um contrato publicitário]. O Metro está a vender o espaço público, uma decisão que não foi debatida com os cidadãos e da qual não há nenhuma informação disponível”, disse à Lusa um dos anónimos que está envolvido nesta acção.
As cerca de 20 pessoas envolvidas são utilizadores do Metro, estão ligadas à área da comunicação, design e arquitectura, têm entre 25 e 50 anos e viram nos autocolantes uma forma de demonstrarem a sua indignação pela parceria com a PT.
“Ninguém diz que não possa haver mecenato de empresas privadas a públicas, mas há outras formas de o fazer. Não esta apropriação do espaço público. Há espaços para a publicidade, não é ocupar todo o espaço que as pessoas têm de usar especificamente para se deslocarem”, afirmou à Lusa outra das pessoas ligadas ao grupo.
“Nós somos cidadãos e utilizadores antes de consumidores de marcas. Queremos que as pessoas, ao verem os autocolantes, debatam este tema. Depois da Baixa-Chiado, o que acontece? As restantes estações também vão ser vendidas? Até onde é que vamos? Qual é que é o limite da venda do espaço público”, questionaram.
Além de lançar o debate, este grupo de cidadãos pretende que a parceria da PT na Baixa-Chiado “seja uma vez sem exemplo” e que “acabe já”, pela “invasão da marca” no espaço público.
“Queremos dizer basta às marcas, mas também defender que as empresas públicas não podem ser como os cegos que andam no Metro e perguntam "Quem tem a bondade de me auxiliar?". Não podem ser os directores de marketing a decidir como é que o espaço público funciona".
Com a parceria da PT, que dura quatro anos, além da alteração do nome, a estação da Baixa-Chiado ganhou cores azuis, que identificam a marca da empresa de telecomunicações, um painel informativo, wi-fi grátis, ‘delimitadores’ de plataforma iluminados e um programa lúdico-cultural durante os 365 dias do ano, com acções temáticas diárias sempre diferentes e um tema por mês.»
"Restauradores Repsol", "Marquês de Pombal EDP", "São Sebastião Banco BIC", "Campo Grande Zon Multimédia", "Oriente Vodafone" e "Terreiro do Paço FMI" (Fundo Monetário Internacional) são os nomes atribuídos mais uma vez pelo grupo que, há uma semana, tinha colado a primeira série de autocolantes.
“Queremos usar o diagrama como forma de protesto contra a parceria da PT na Baixa-Chiado [que alterou o nome da estação para Baixa-Chiado PT Bluestation em Setembro de 2011, ao abrigo de um contrato publicitário]. O Metro está a vender o espaço público, uma decisão que não foi debatida com os cidadãos e da qual não há nenhuma informação disponível”, disse à Lusa um dos anónimos que está envolvido nesta acção.
As cerca de 20 pessoas envolvidas são utilizadores do Metro, estão ligadas à área da comunicação, design e arquitectura, têm entre 25 e 50 anos e viram nos autocolantes uma forma de demonstrarem a sua indignação pela parceria com a PT.
“Ninguém diz que não possa haver mecenato de empresas privadas a públicas, mas há outras formas de o fazer. Não esta apropriação do espaço público. Há espaços para a publicidade, não é ocupar todo o espaço que as pessoas têm de usar especificamente para se deslocarem”, afirmou à Lusa outra das pessoas ligadas ao grupo.
“Nós somos cidadãos e utilizadores antes de consumidores de marcas. Queremos que as pessoas, ao verem os autocolantes, debatam este tema. Depois da Baixa-Chiado, o que acontece? As restantes estações também vão ser vendidas? Até onde é que vamos? Qual é que é o limite da venda do espaço público”, questionaram.
Além de lançar o debate, este grupo de cidadãos pretende que a parceria da PT na Baixa-Chiado “seja uma vez sem exemplo” e que “acabe já”, pela “invasão da marca” no espaço público.
“Queremos dizer basta às marcas, mas também defender que as empresas públicas não podem ser como os cegos que andam no Metro e perguntam "Quem tem a bondade de me auxiliar?". Não podem ser os directores de marketing a decidir como é que o espaço público funciona".
Com a parceria da PT, que dura quatro anos, além da alteração do nome, a estação da Baixa-Chiado ganhou cores azuis, que identificam a marca da empresa de telecomunicações, um painel informativo, wi-fi grátis, ‘delimitadores’ de plataforma iluminados e um programa lúdico-cultural durante os 365 dias do ano, com acções temáticas diárias sempre diferentes e um tema por mês.»
Lido em http://www.publico.pt/Local/anonimos-voltam-a-rebaptizar-estacoes-do-metro-de-lisboa-com-autocolantes-falsos-1528114
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As nossas embirrações
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
A crise, moralismos e "clichés"
Neste início de ano, de todo o lado aparecem os conselhos para viver com a crise. Na verdade, ando um bocadinho "farta" de paternalismos e clichés (talvez porque sou, eu própria, dada a moralismos e lugares comuns). Estamos em crise porque gastámos de mais (quem? eu?! os outros, sempre os outros...). A crise é uma oportunidade (esta lembra-me sempre o mercado negro, que fez fortunas durante a guerra). E assim por diante. Perco a vontade de escrever, desmoralizo com os moralismos alheios. Bem feito.
Há, porém, um conselho que não posso deixar de reiterar: «Leia os livros que tem em casa.» E foi assim que dei por mim a ler livros que comprei há anos, como A casa do silêncio, do prémio Nobel Orhan Pamuk. Não me peçam, porém, loas a este livro. É que, se o posso recomendar do ponto de vista literário, devo advertir que me deprimiu bastante. Em particular, dois aspectos: a semelhança de algumas personagens com L'étranger, de Albert Camus. E da Turquia com Portugal.
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As nossas embirrações
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Silêncio na Biblioteca: um problema minhoto?
Eis o que escreveram os Serviços de Documentação da Biblioteca da U.M. (texto de 12/6/2007):
Efectivamente, manter SILÊNCIO dentro de uma biblioteca é uma norma universal, um comportamento padrão, necessário ao cumprimento do fim a que se destina: proporcionar um espaço onde os utilizadores se possam concentrar na leitura e investigação. O RUÍDO é naturalmente uma fonte de distracção, que diminui a capacidade de concentração e por conseguinte de rendimento no estudo. Na biblioteca, o respeito pelo trabalho e estudo dos outros utilizadores manifesta-se através do silêncio.» (nosso sublinhado)
«Os Serviços de Documentação da Universidade do Minho desenvolvem uma campanha pelo silêncio na biblioteca da U.M. em Guimarães, apelando ao respeito por quem quer estudar e sensibilizando para a importância de todos termos um espaço favorável à concentração na leitura e investigação. Contamos com a sua colaboração!
De acordo com o estipulado no Regulamento das Bibliotecas da Universidade do Minho, no seu Art. 5º, na sala de leitura não é permitido falar, tomar quaisquer atitudes ou transportar objectos que possam pôr em causa o ambiente de silêncio e disciplina, exigido nesses espaços; alterar a colocação dos móveis e equipamentos; o estudo em grupo.
Efectivamente, manter SILÊNCIO dentro de uma biblioteca é uma norma universal, um comportamento padrão, necessário ao cumprimento do fim a que se destina: proporcionar um espaço onde os utilizadores se possam concentrar na leitura e investigação. O RUÍDO é naturalmente uma fonte de distracção, que diminui a capacidade de concentração e por conseguinte de rendimento no estudo. Na biblioteca, o respeito pelo trabalho e estudo dos outros utilizadores manifesta-se através do silêncio.» (nosso sublinhado)
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