Já no que diz respeito à escola, tenho a certeza absoluta de que as modas se sucedem com relativa rapidez (embora os sistemas, naturalmente, ofereçam resistência à mudança). Mas, lá está, inelutavelmente, de repente começamos todos a ensinar a aprender a aprender, ou a abandonar os objectivos para adoptar as - abissalmente diferentes - competências. E mal de quem se enganar e usar a terminologia anterior. Será proscrito para todo o sempre. O mesmo para a (in)disciplina. Convenhamos que há quem muito lucre (literal e metaforicamente) com estas nossas inconstâncias, acusando-nos - com alguma razão mas nem sempre de forma fundamentada - de falarmos ou escrevermos "eduquês".
Em verdade vos digo, em jeito de conclusão, que já passei por demasiadas modas (vestimentares, pedagógicas, decorativas, gastronómicas, corporais, capilares) para não as olhar com distanciamento. Com o tempo, tudo aquilo que achávamos horrível volta a estar na moda. As fotografias ridículas passam a "ter graça", os móveis horrendos passam de velharia a antiguidade, os carros obsoletos passam a ser "de colecção", as roupas velhas são "vintage" - e assim sucessivamente. Transformamo-nos nas nossas mães e nos nossos pais (e não estou a referir-me apenas ao aspecto físico...). Por isso, meus amigos, o melhor é não criticarmos muito. Não cuspirmos para o ar. Porque, cedo ou tarde, estaremos a dar o dito por não dito.




